RUEFFA: uma vanguardista do Presente que abraça lendas do Passado

RUEFFA: uma vanguardista do Presente que abraça lendas do Passado

Esta semana os focos serão voltados para a Arte de Rueffa. Contando com a apresentação de todo o trabalho da artista e a exposição das suas novas obras nos próximos meses, a estória da artista está prestes a começar.

Freddy Mercury disse uma vez que não seria um astro do Rock mas sim uma lenda – Rueffa que o diga! Passadas mais de duas décadas, a artista reflete a emoção, a homenagem e a criatividade nas suas obras de arte representando as diversas figuras emblemáticas que percorrem a história até aos dias de hoje.

A necessidade de passar uma mensagem ao mundo foi uma coisa que a artista, desde cedo, não conseguia esconder. Sempre sentiu que era necessário “saltar muros” e, como tal, as barreiras que a sociedade construía, para si, eram apenas blocos invisíveis por derrubar. Depois de se ligar definitivamente às artes, deixa a sua vida dedicada aos números e abraça a Arte. Formada em História da Arte defende as cores e a relevância da Pop Art.

Expondo em diversas partes do mundo, já intervencionou auto-retratos icónicos de Andy Warhol e retratou Salvador Dali em esferovite, assim como, já pintou António Variações à imagem de Luís de Camões, Frida Khalo e evoluiu a imagem de Beethoven com fibra de vidro e circuitos eletrónicos. Quanto a Basquiat, a luva de boxe gigante com a efígie de um artista que marcou a história da arte, retrata a autodidacidade da artista em carne e osso.

Com 33 anos, Rueffa foi embaixadora da exposição Roy Lichtenstein e a Pop Art,  que decorreu no âmbito do evento Portugal Pop (co-organizado com a VISÃO). 

Numa ótica que vai além do que é visível Rueffa faz Arte além de categorizações históricas. Considerando ser a forma de se exprimir, “Crio um vocabulário pessoal que se pode enquadrar nessa estética com que me sinto identificada, confortável e com a qual me emociono. Os meus trabalhos são sempre autobiográficos”, afirma.

Com o objetivo de que o seu trabalho seja acessível a todos, a sua arte não se resume apenas à POPArt. Quando começou a trabalhar, retratava caras de pessoas que lhe transmitissem “há luz”, ou seja, sendo uma pessoa bastante sensível e emotiva sentiu a necessidade de explorar algo mais seu para as pessoas, “Esta coisa da cultura POP é uma coisa muito perigosa, por isso é que eu faço questão de quando digo POP OU NEOPOP, de especificar o meu trabalho na sua génese. O POP tem as suas premissas. Podes abordar as peças pela cor ou pelo discurso que utilizas, ainda assim, não há aqui nada que especifique o mesmo. Aliás, a única coisa que acaba por se assemelhar no meu trabalho é uma abordagem técnica e estética.”, explica a artista.

Olhar para as coisas sem uma concepção pré-concebida é o objetivo que habita em todos os seus trabalhos. Dialoga e cria com um vocabulário que reside em materiais como: poliestireno, resinas polyester e fibra de vidro. Com uma identidade inigualável e uma bagagem que vai além da tela e do pincel.

Assumindo-se como uma pessoa muito introvertida, entrega-se de corpo e alma em cada trabalho que produz, “quando eu faço um determinado trabalho, eu entrego praticamente tudo o que é meu, o meu íntimo a minha índole que está toda aqui, em cada pedacinho de cor” revela.

A artista, além de Portugal, já expôs em Londres na galeria ‘Hoxton Gallery’ e em Nova Iorque na Galeria ‘Krause’.

Uma romancista que passa por épocas artísticas como o Renascimento, o Barroco e percorre toda uma bagagem até chegar ao NEOPOP, Rueffa reune em si uma “plurialidade difícil de encontrar, mas muito sua. Muito nossa”. Foi assim que Ana Silva, jovem designer, descreveu o trabalho da artista.

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