POSTO / POST / DOC REALIZOU A 5ª EDIÇÃO ESTE ANO

O cinema contemporâneo invadiu o Porto com a 5ª edição de mais um Porto / Post / Doc entre os passados dias 24 de novembro a 2 de dezembro 2018. 

O Festival de cinema funciona como ponto de encontro entre criadores e públicos da indústria e tem como ponto de partida promover a cultura cinematográfica, onde não só existem filmes em competição como também uma secção dedicada à música, com documentários e concertos em vídeo.

A FAIRE não podia deixar passar em branco este evento, e esteve lá para assistir às longas metragens “Donbass” e “Terra Franca”.

 

“Donbass”, é uma co-produção da Ucrânia, Alemanha, França, Países Baixos e da Romênia, é um filme que gira em torno de um conflito entre as forças do governo ucraniano e os separatistas russos. O choque entre estes dois grupos provocou momentos de horror, tragédia e a morte, o medo e o silêncio são as palavras-chaves para o dia-a-dia das personagens.

Donbass, localizada na Ucrânia, é uma região industrial de passagem com barreiras na entrada e na saída, onde todas as passagens são severamente controladas e não há lugar para fascistas.

Mas este filme não conta a história da região, mas sim de um mundo absorvido por mentiras e falsas identidades.

 

 

“Terra Franca”, é a primeira longa-metragem criada pela realizadora Leonor Teles, nascida em Vila Franca de Xira que desde cedo sentiu interesse pela indústria cinematográfica. Tem sido, por vários motivos, destacada desde os seus primeiros passos, e em 2016 ganhou um Urso de Ouro de melhor curta-metragem no Festival de Berlim.

Esta é a sua primeira longa-metragem e faz referência às suas origens, Vila Franca de Xira. Desde a sua estreia, em março do ano passado, tem vindo a ser projetada em vários festivais e esta, foi a vez do Porto / Post / Doc.

Como protagonista encontra-se o Sr. Albertino, um pescador que todas as manhãs vai para o Rio Tejo, o lugar onde melhor consegue refletir, onde consegue refugiar-se, onde se consegue “ouvir”. Os seus anos de vida trouxeram-lhe muita sabedoria e muitas histórias para contar ao longo desta narrativa acompanhado da sua família.

Várias dificuldades foram surgindo ao longo da sua realização, Leonor afirma que a maior dificuldade foi sem dúvida a edição, confessando até que num determinado momento nada fazia sentido. Este processo demorou 1 ano que, juntamente com os 2 anos de gravação, a ligação que Leonor Teles criou com o Sr. Albertino, a sua mulher e suas filhas, que fez com que passassem a ser a sua segunda família.

 

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