“O Nosso Desporto Preferido” num “Futuro Distante”

A Tetralogia que questiona a Teoria de Tudo
 

A evolução da espécie humana é um mundo por desvendar que contemplará o Teatro Carlos Alberto, no Porto, com a encenação da tetralogia O Nosso Desporto Preferido de Gonçalo Waddington, no dia 18 de Maio, edificando uma reflexão sobre o Futuro Distante.

Gonçalo Waddington mergulhou no mundo artístico e foi a partir de 2013 que se distinguiu pela realização, interpretação, argumentação e encenação de diversas peças como: MACBAIN (2013) como cocriador juntamente com Carla Maciel; Albertine, O Continente Celeste (2014) e As Mil e Uma Noites (2015) como ator; O Nosso Desporto Preferido – Presente (2016) como escritor e encenador da peça que estreou nos Festivais Alkantara ’16 e FITEI ’16, entre outras obras.

Depois de estrear a tetralogia O Nosso Desporto Preferido – Presente, no ano passado, o encenador determinou que a mesma se prolongaria até 2018. O subtítulo eleito este ano foi Futuro Distante.

O Nosso Desporto Preferido – Futuro Distante é assim fruto de inspirações como Huxley e Houellebecq, que pretendem questionar o paradigma civilizacional num futuro indeterminado.

O grupo que pretendia encontrar a sustentabilidade da raça humana, que se entrelaça em necessidades básicas, desmistifica e compreende a mesma abolindo a dependência da comida ou da reprodução determinada num futuro distante, onde o tédio e a esperança média de vida são a evolução daquilo que os espera daqui a cem mil anos.

Seres humanos de uma “civilização do Tipo 3″, interpretado por três atrizes e dois atores, aguardam a sua morte consumidos pela melancolia.

Com uma durabilidade de vida de outra dimensão, tempo é certamente o que não lhes faltará para construírem o seu único desejo: alcançar a possibilidade de atravessar o espaço e o tempo para que os seus criadores – antepassados – reconheçam o inesperado que desencadeará as atuais experiências.

O badminton é o desporto em voga e as inúmeras conversas sobre a arte, a religião e as ciências humanas são apenas o desfrutar de um tempo que reserva o incalculável.

Um texto original de Gonçalo Waddington e um elenco que conta com Carla Maciel, Carla Bolito, Carolina Passos Sousa, Gonçalo Waddington, Tiago Lima e Vânia Rovisco. Já estreou no Teatro São Luiz, em Lisboa, e viajará até ao Teatro Carlos Alberto, no Porto para apresentar o indeterminado.
Os bilhetes encontram-se à venda com um custo de 10 euros no TNSJ e online.

 

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