YVES SAINT LAURENT: 83 ANOS DE HISTÓRIA

YVES SAINT LAURENT: 83 ANOS DE HISTÓRIA

Uma imagem de Yves Saint Laurent, que foi registada nos anos 50 por um fotógrafo anónimo, profetizou o génio que ele viria a tornar-se na história da moda no século XX: cercado por fotógrafos, o rapaz de apenas 21 anos aparece sentado numa mesa na maison Dior. Um momento de glória após o lançamento da sua primeira coleção, intitulada de Trapézio, estávamos em 1957. A imprensa, extasiada, batizou-o logo de “pequeno príncipe da costura”. 

Após deixar a Dior, Yves Saint Laurent fundou a sua própria empresa, embarcando numa carreira que revolucionaria o mundo da moda. Ao criar modelos que valorizavam o contraste entre clássico e moderno, feminino e masculino, o designer transformou-se num fashion icon através da sua estética visionária que traduzia a alta-costura para o prêt-à-porter.

Yves Henri Donat Mathieu-Saint Laurent tinha 18 anos quando ficou em primeiro lugar no concurso promovido pelo International Wool Secretariat. Os seus desenhos chamaram a atenção da VOGUE francesa, abrindo as portas para que conquistasse o trabalho como assistente de criação da Dior.

O menino-prodígio assumiu o posto de costureiro-chefe da maison aos 21 anos e lá permaneceu até 1960, quando foi convocado a prestar serviço militar na Argélia. Saint Laurent estava no seu país natal quando ficou a saber que tinha sido substituído por outro costureiro, Marc Bohan.

A criação de um legado

Após uma experiência desastrosa como militar, que resultou em crises de stress e consequentes internações em hospitais para tratamento de doenças mentais, Saint Laurent retornou a Paris, consolidando o seu papel na moda francesa. Ao fundar a sua própria maison, ao lado do companheiro Pierre Bergé, ele fez uma estreia aclamada em 1962. Bergé, mais tarde, definiria o seu legado: “Chanel deu liberdade às mulheres. Yves Saint Laurent deu-lhes poder”.

Observar os movimentos artísticos da época é essencial para entender quem foi Yves Saint Laurent. O designer destacou-se com a criação de figurinos para o teatro e cinema, imortalizando o estilo de atrizes, como Claudia Cardinale em A Pantera Cor-de-Rosa (1963) e Catherine Deneuve em A Bela da Tarde (1966), através de vestidos e tailleurs que continuam atuais para a moda contemporânea.

Além do teatro e cinema, Yves Saint Laurent buscou inspirações na história, na arte e na literatura. As pinturas de Mondrian, Andy Warhol, Henri Matisse, Picasso, Vincent Van Gogh e até mesmo os livros de Marcel Proust foram referências marcantes para o seu trabalho. 

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