Quem é o [nosso] Salvador?

É o homem das caretas – a FAIRE contou 44 durante toda a final. Mas vencedor pode tudo, não? Salvador Sobral venceu, pela primeira vez, o Festival Eurovisão. Afinal, quem é o nosso Salvador?

De jeito simples e sorriso fácil, Salvador já participou em vários talent-shows. Hoje em dia, repudia-os. Foi a irmã, Luísa Sobral – compositora da canção vencedora “Amar pelos dois” – quem o convenceu a aceitar este desafio. Os problemas de saúde de Salvador Sobral trouxeram instabilidade para todo o percurso festivaleiro, deixando a dúvida se conseguiria ou não, aguentar até à final. Mas Salvador conseguiu. E pela primeira vez em 53 competições – das quais Portugal participou em 49 – é a terra de D. Afonso Henriques quem traz o caneco para casa.

Com 27 anos e após re-apaixonar a Europa pela Eurovisão, Salvador é hoje o rosto do orgulho português. O cantor que já foi um rapaz de muitos ofícios – considerou ser psicólogo desportivo, cantou em bares e hotéis de Palma de Maiorca e estudou jazz em Barcelona, onde lançou o primeiro disco – Excuse Me (2016).

 
Salvador reensina-nos a “amar pelos dois”. Com uma atitude descontraída em palco e sempre pronto para uma gargalhada, mesmo perante as condicionantes que o problema cardíaco que causam, Salvador Sobral defendia que “ganhar a Eurovisão? É-me indiferente. Com a quantidade de concertos e as pessoas a cantarem a música, eu já ganhei”.

Num dia marcado pela presença do Papa Francisco em Portugal e a canonização de Jacinta e Francisco Marto, Salvador Sobral relembrou aos portugueses o orgulho na nação, tal como Éder o fez na final do Campeonato Europeu de Futebol, 2016. Afinal, o impossível? “É só uma questão de opinião”.

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