FITEI: A arte da expressão Ibérica

1978 foi a data em que surgiu, 2017 é o ano em que se festeja 40 anos de existência.
É desta forma que a FAIRE apresenta o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI).

A cidade do Porto assinala a comemoração do FITEI no dia 1 de Junho, prolongando-se até ao dia 17 de Junho, com a apresentação da peça teatral Macbeth, no Teatro Nacional de São João.

Sob a direção artística do ator e encenador Gonçalo Amorim, o festival que detém uma realização desde o ano de 2015, revela uma programação evidentemente contemporânea, que procura edificar as práticas artísticas das gerações mais jovens, assim como de diversos artistas portugueses que se encontram à deriva pelo mundo.

A Memória e Comunidade é  o tema que orienta o festival de artes performativas de Expressão Ibérica.
Com uma bagagem cultural diversificada e uma pluralidade a intensificar-se, a necessidade de levar o festival a diversas contextos locais revelou-se uma prioridade. Além da cidade do Porto e Matosinhos, Viana do Castelo e Felgueiras serão a estreia deste ano como cidades de receção  do evento.

Segundo o diretor artístico, “a data merece ser celebrada também porque a cidade do Porto teve no seu histórico festival, durante longos períodos destes 40 anos, uma das poucas e por vezes a única oferta de teatro internacional na cidade”.

Participações por desvendar…

A intenção de levar a língua portuguesa é, assim como diversas descendências, um principio essencial e, como tal, o FITEI revela continuamente o trabalho árduo que se vai construindo no país, permitindo assim a interpretação de um espaço Ibérico-Americano que se vem prolongando desde a década de 70.
Como os 40 anos de celebração não poderiam passar em vão, a edição deste ano apresenta algo especial: um álbum comemorativo que apresenta uma seleção de fotografias que ficaram na memória do FITEI e de Jorge Louraço Figueira – o seu coordenador.

Nomes como Lola Arias e a Joana Craveiro  marcarão presença no festival (segredos portugueses e argentinos que estão por desvendar!).
O espetáculo de iniciação do festival é marcado por Macbeth, cuja encenação e dramaturgia pertence a Nuno Carinhas.
Com a finalidade de alcançar um término ao mesmo nível, o Auditório Manoel de Oliveira do Rivoli receberá , Bacantes – Prelúdio para uma purga ,de Marlene Monteiro Freitas.
O Teatro Carlos Alberto (TeCA) não deixa assinalar-se exceção e, como tal, contará com a estreia nacional o ” Campo Minado” da encenadora convidada Lola Árias.

As conversas pós-espetáculo persistiram igualmente, assim como as idas às segundas-feiras de poesia do Pinguim e os workshops  afirma Gonçalo, “iremos organizar a segunda edição das jornadas de teatro e integraremos vários espetáculos de escolas de teatro do Porto no certame”.

O início do mês de Junho afirmará a arte do Teatro pelas ruas portuenses que inundarão o tempo, a comunidade e as memórias de 40 anos de comemorações.

 

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