Beatriz Patachão e o mundo da moda

Também existem «mulheres de sete ofícios».

Stylist, modelo, relações públicas

Beatriz Patachão é uma comunicadora nata que além de viciada no mundo da Moda, é também apaixonada por dança.

Nem só ao sexo masculino se aplica a expressão “homem de sete ofícios”. Beatriz Patachão vive no mundo da comunicação, entre atividades. Mas é o styling que lhe faz o sangue correr nas veias. As outras áreas acabam por ser ótimas aliadas.

Nos estudos, decidiu seguir Informática. Mas “percebi que não podia ficar presa atrás de uma secretária o resto da vida” conta a Beatriz. Então, enveredou no universo da Comunicação e Relações Públicas, tendo tirado o curso de Relações Humanas e Comunicação Organizacional, em Leiria.

Desde tenra idade que o mundo da moda a atraiu:

“Desde que me conheço que quis estar neste mundo. Em criança decidi que queria ser modelo, após longas horas a ver o 86-60-86, com a Sofia Aparício. E porque cresci sendo a ‘mais magra’, mas nunca cheguei a ser a mais alta. E por isso decidi ir para trás das câmaras. Onde podia viver, não só o meu sonho, mas o de tantas outras pessoas.”

Porém, não perde a oportunidade de ser fotografada, quando surgem oportunidades. “É o lado bom do mundo da moda: poder ter várias facetas e mostrar versatilidade” explica a stylist.

O florescer de uma paixão

Cresceu com uma mãe costureira e acompanhada de uma curiosidade atrevida em relação a tecidos, cortes e peças diferentes. Todavia, como não sabia desenhar ou costurar, encontrou uma forma de transmitir a sua paixão e fascínio pela moda– vestindo os outros.

“Considero ter um estilo muito próprio, porque sempre fui experimentando diferentes conjugações e estilos, o que me aguçou a curiosidade quanto a essa área. “

Tudo começou, durante os seus estudos, em Leiria, quando integrou a equipa de agência de modelos local. Trabalhou como scouter e booker. Até que “dei por mim a assistir outras stylists e a ajudar nas produções” conta Beatriz.

O styling é uma forma de “poder exprimir-me de diferentes formas”. Os seus trabalhos prediletos são aqueles que a desafiam e a tiram da sua zona de conforto.

“Gosto de transpor aquilo que sou numa história e imaginar outras histórias que de outra forma, talvez, não as viveria.”

Os outros ofícios de Beatriz Patachão

Porém, o styling ainda não ocupa todas as horas de Beatriz. É account numa agência de comunicação. É aqui que a jovem explora as áreas de comunicação e relações públicas. A partir do seu trabalho, consegue organizar e integrar alguns eventos de marcas muito conceituadas.

Já teve a oportunidade de trabalhar num showroom e, no ano, passado, integrou a equipa do Concept Fashion Design. O certame reúne várias vertentes artísticas e junta figuras da moda nacional. No evento, Beatriz teve oportunidade de aprender com outros artistas e conhecer outras perspetivas.

“O facto de serem designers tão distintos, fez-me também abrir horizontes, identificar-me com coleções, apreciar algumas peças que até então não me diziam nada. Irei sempre guardar no coração o CFD.”

Inspirações e ambições

De entre trabalhos realizados da sua autoria como stylist, Beatriz Patachão, destaca o editorial que fez para a Umbigo ‘She’s My Man’. “A androginia foi o tema escolhido e considero-o um trabalho maravilhoso” conta a jovem que afirma que a confiança nos profissionais certos é essencial.

A inspiração? “Se em miúda consumia todos os programas e revistas para ter um conhecimento mais teórico sobre a indústria, hoje, a minha inspiração vem toda das minhas vivências” admite Beatriz. As ideias vêm de todo o lado – até dos álbuns de família. Gosta de revisitar os looks da sua avó e mãe. “Adoro a vibe dos anos ‘entas’. Depois de 2000 é apenas um reviver/reinterpretar da moda que as gerações anteriores nos deixaram” explica a jovem. Mas a inspiração também resulta de uma boa banda sonora.

No futuro, espera singrar, verdadeiramente, na indústria. Pretende tornar o styling o seu principal ofício, mas sem descurar das suas outras ocupações, porque acredita “que todas elas se interligam e têm a ganhar juntas”.

É uma autodidata e, por isso, pretende também investir na sua formação. Tudo isto para que, um dia, o seu nome seja reconhecido pelo seu trabalho. “Porque aquilo que faço vale a pena e está sempre a melhorar” remata Beatriz Patachão.

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