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Passaram 6 dias desde o encerramento do festival MIMO e a cidade de Amarante não fala de outra coisa.  As ruas aindam revelam rastos de cartazes, as vozes e os risos singulares ainda se ouvem. Aqueles que vieram para marcar presença nos três dias para usufruir de 52 atividades, ainda lá estão.

As melodias de Herbie Hancock e de Rodrigo Amarante já são seleção na playlist de muitos, assim como aqueles que desconheciam Anne Pacéo, "a artista do ano", procuram acompanhar o seu trabalho desde o nascer da artista. Manuel Cruz, Céu e Ala.NI foram, para muitos dos presentes, o despertar dos deuses, entre muitos outros que completaram o festival. Na área educativa, cinematografia e partilha de ideias foram diversos os artistas que participaram com as suas aspirações e, assim como "Uma noite em 67" de Renato Terra e Ricardo Calil, o desmistificar de uma sociedade formatada à cultura comercial é uma máxima que este festival tenta transmitir. Os hastags multiplicavam-se nas redes sociais assim tanto como as culturas que por lá passaram. Amarante era o destino mais procurado.

O espírito de um festival que registou experiências inesquecíveis ainda se sente. O dia de hoje guarda, certamente, grandes memórias.

 

21 de julho: Entrar no fim-de-semana com MIMO

As badaladas do Mosteiro de S.Gonçalo fizeram-se ouvir no início da manhã, marcando assim as 11.00h. Pedro Jóia preparava-se para mostrar os seus dotes no instrumento de cordas: a guitarra. Dava-se assim início ao festival que nos dá harmonias, filmes, ideias por partilhar e escritos por revelar. Nomes como Luísa Sequeira, Walter Areia, Toca Ogan e Anne Paceo fizeram parte desse mesmo programa que concentrava um público alvo bastante diversificado. Seguiram-se os concertos e a partilha de ideias no "Fórum de Ideias"  que davam as boas-vindas ao anoitecer do dia que ainda estaria longe de terminar. Os concertos iniciaram-se às 18.00h com Quarteto Arabesco e Pedro Jóia e prolongaram-se até às 3:00h da manhã, terminando com os Nação Zumbi. Os palcos espalhavam-se pela cidade, uns atuavam num dos pontos históricos com maior importância da cidade, os claustros do Museu de Souza Cardoso, outros no tão conhecido Mosteiro de Gonçalo e havia ainda aqueles que saudavam o público num palco maior, o parque ribeirinho. Jards Macalé, artista brasileiro, estava pronto para surpreender todos aqueles que se encontravam no Museu Souza Cardoso. Seguia-se o percurso de uma multidão para o dito parque onde os esperavam os Três Tristes Tigres (TTT), os Tinariwen e os Nação Zumbi.