PORTÁTIL, o improviso da Porta dos Fundos

A sala  principal do Coliseu do Porto será inundada pelas profundezas do improviso e a versatilidade ondulatória de um elenco em “Portátil“, contando com a participação do artista português César Mourão, no dia 5 de Julho (quarta-feira), pelas 22:00h.

O silêncio perdura uns segundos e o começo não tarda a chegar. Inicia-se a entrevista a um membro da plateia. O espetáculo marca o seu começo.

Eis a origem de uma peça inteiramente improvisada que, estranhamente, possui um princípio, meio e fim.

Com um essência dedicada ao improviso, o coletivo brasileiro Porta dos Fundos volta a Portugal passados 6 meses com uma narrativa que se edifica momentaneamente. É através dos poucos dados fornecidos aos atores pelo voluntário que o elenco percorre o oceano nostálgico e memorável do entrevistado.

No que toca à banda sonora , a criação da mesma não foge igualmente do improviso.

A igualdade no que compete ao conteúdo do espetáculo é um todo que difere de palco em palco. Histórias diferentes que edificam um espetáculo orgânico, revelando diversas personagens e percorrendo épocas e lugares pertencentes a uma bagagem intemporal que pretende contar a história de uma pessoa.

 

O elenco composto por Gregorio Duvivier, Luís Lobianco, Gustavo Mirange e César Mourão, acompanhado com as harmonias de Andres Giraldo, pretende dar lugar à invenção, assim como à relação indeterminada, que efectivamente se vai desenrolando entre os atores e a plateia.

A única garantia que resiste é o humor. É dessa forma que o grupo estabelece a partilha de ideias e estimula o processo criativo, não apenas pelo complexo teatral mas também do espetador.

Portátil,  um espetáculo que pretende refletir sobre a improvisação e as estórias que o lado de lá tem para contar, já tem os seus bilhetes disponíveis , com um custo entre 25 e os 132 euros, podendo ser adquiridos no Coliseu do Porto ou via online.

 Newsletter