“Sopro” estreia dia 2 de novembro no Teatro Nacional D.Maria II

O Festival de Avignon surpreendeu-se com a “homenagem” de Tiago Rodrigues com a peça Sopro. O espetáculo, que explora uma profissão que tenta sobreviver, chegará a Lisboana próxima quinta-feira.

A capital recebe a estreia nacional da peça Sopro, da autoria de Tiago Rodrigues, no dia 2 de novembro. Os espetáculos decorrerão até dia 19 do mesmo mês, na sala Garrett do Teatro Nacional D.Maria II, em horários entre as 16h e as 21h.

“Sobretudo, não morrer” foram as palavras iniciais da peça proferidas, dia 7 de julho, no Festival de Avignon, com a sala francesa lotada.

As bocas mediáticas falavam de “uma homenagem vibrante ao teatro e àqueles que o fazem”, uma história que, como Gonçalo Frota afirma, “dinamita fronteiras entre realidade e ficção.”

A inspiração foi o “ponto”, a profissão que fica por detrás do pano cuja função é “soprar” as falas, devolvendo-as ao elenco em cena – a memória do teatro. 

Sopro de Tiago Rodrigues

A peça que conta com o destaque de Cristina Vidal e a presença de mais 5 atores – Beatriz Brás, Isabel Abreu, João Pedro Vaz, Sofia Dias e Vítor Roriz – abre ao mundo a extinção de uma das profissões mais antigas da História do Teatro.

Considerada uma das incógnitas que se mantinha nos bastidores, há mais de 25 anos que a protagonista Cristina Vidal não proclamava ao público – frente a frente.

 

 

A ponto que acrescenta um ponto (no talento português)

A ponto do Teatro Nacional D. Maria II é umas das guardiãs extintas que invoca as histórias que passam por ficção ou realidade de um teatro que se mantém na sombra, quase em ruínas.

A conversa após o espetáculo está reservada para dia 12 de novembro para que seja possível compreender de que forma o teatro se assume na nossa imaginação e na nossa memória: “Que mundo nos pode dar a ver, usando apenas o seu sopro invisível?”. 

 

 

Os bilhetes já estão disponíveis.

 

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