Julie Mehretu: A diferença na conceção de pintura

O dia 19 de maio marcou a Fundação de Serralves, pela inauguração da exposição «Julie Mehretu: Uma história universal de tudo e de nada». Os visitantes podem refletir sobre as obras expostas até ao dia 3 de setembro de 2017.

Julie Mehretu é natural da Etiópia mas vive e realiza as suas obras em Nova Iorque. Conhecida pelas suas pinturas abstratas e impressões densas, é através da observação de paisagens urbanas e globais que se destaca.

Sendo esta a sua principal fonte de inspiração, realiza pinturas em grande escala que levam a energia abstrata, topografia e sensibilidade das mesmas paisagens.

Esta relação com as paisagens urbanas debruça-se também na temática da globalização e da identidade, onde os apagamentos e eliminações são tão importantes quanto as marcas previamente refletidas da autora.

As obras da artista procuraram fazer com que as pessoas entendam que a pintura pode ser um instrumento para mapear o mundo. Mehretu alcança assim aquele que talvez seja um dos principais objetivos das suas obras: redefinir o pensamento das pessoas que apreciam a sua arte relativamente à pintura.

Julie Mehretu foi distinguida com o prémio American Art Award pela sua exposição no Whitney Museum of American Art em 2005 e, em 2009, realizou uma das suas maiores exposições em Berlin no Deutsche Guggenheim Berlin. Em Portugal, a exposição no Museu de Arte Contemporânea de Serralves é a primeira e conta ser comissariada por Suzanne Cotter.

Ana Miranda

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