“Catabrisa” e a vontade de mudar o mundo

Serralves surpreende os mais velhos com as vontades dos mais novos.

Estreando-se no dia 29 de Julho, Joana Providência viajou pelo imaginário, no qual a vontade dos mais novos de ultrapassar fronteiras edifica uma aventura inconstante. Catabrisa”,  prolongar-se-á até dia 10 de Agosto, no auditório da Fundação de Serralves.

As inspirações foram os escritos de Catavento e as vivências de um menino que (re)vive grandes aventuras, onde as máximas são a curiosidade, o (re)descobrir das surpresas e do espanto, a invenção e tudo o que gira em redor do corpo e da mente formando uma conexão.

A grande questão é o “(re)”, ou seja, como será que um menino “grande” reconhece a transparência do imaginário de um menino “pequeno”? A coreógrafa Joana Providência encenou as melodias de Manuel Cruz, assim como os desenhos cenográficos e figurinos de Luís Mendoça.

Por outro lado, Filipe Caldeira interpreta os escritos de Emílio Remelhe no qual pretende “criar um espaço de ideias em forma de sensação, um lugar de sensações em forma de gesto, um sítio de gestos em forma de som, um mapa de sons em forma de sombra, um mundo de sombras em forma de história para todos. Para todos verem, ouvirem, sentirem e pensarem com a forma de ver, ouvir, sentir e pensar de cada um.”, segundo a apresentação que a fundação de Serralves evidencia.

O Teatro Municipal em co-produção com Centro Cultural de Vila Flor, Cine-Teatro Joaquim d’Almeida, Comédias do Minho, Companhia Instável, Fundação Casa da Música, Fundação Lapa do Lobo integrou a atividade realizada no programa “Há Luz no Parque 2017”.

O iluminar da criatividade dos “pequeninos” juntamente com o imaginário dos “grandes” uniram letras e notas musicais para edificar o rodopiar do “Catabrisas”.

 Newsletter