Os ÁTOA lançam hoje o seu novo álbum “Sem Noção”, sucessor de “Idade dos Inquietos”, do qual já conhecemos os singles “Queria Ser” e “Já Não”. Estes quatro rapazes trazem-nos ideias “fora da caixa” e vêm cheios de energia, já com novos concertos marcados no Porto e em Lisboa. No Porto, a banda contará com a colaboração do rapper Durval, dos Mundo Secreto, enquanto em Lisboa contará com Valas.

A FAIRE teve a oportunidade de falar com a banda e ficar a conhecer um pouco mais sobre o grupo que tem marcado desde as gerações mais velhas, às mais novas.

FAIRE: O que acham que vos define enquanto banda? Qual é a vossa característica própria?

ÀTOA: Desde o início que temos a característica de ser sempre tudo um pouco à toa, tanto a formação da banda como também do estilo musical e a forma de composição, somos fieis à composição em português, mas de uma forma sempre muito variada.

F: O novo álbum sai a 29 de setembro e, pelo que podemos perceber do novo single “Queria Ser”, há uma espécie de nova vibe. O que podemos esperar de diferente neste álbum?

ÀTOA: Neste novo EP podem esperar algo “fora da caixa”, algo que os ÁTOA não tinham mostrado antes. Um EP menos acústico e com um pouco mais de eletrónica à mistura. Esperemos que surpreenda os nossos fãs e o público em geral.

F: Vocês são os vossos próprios compositores e escritores, para além de se manterem fiel à língua portuguesa. A inspiração vem de onde? As vossas influências musicais?

ÀTOA: A inspiração varia de compositor para compositor, e como somos quatro membros a compor para a mesma banda cada um terá a sua fonte de inspiração. Cada um tem influências musicais diferentes que varia entre o Jazz, Metal, Fado e Pop, mas podemos dizer que uma das nossas maiores fontes de inspiração no início da banda foram os Azeitonas. Neste momento, ainda nos inspiramos em artistas internacionais tanto como nacionais, mas confiamos mais na nossa própria inspiração e nos nossos próprios instintos de composição, já não nos baseamos tanto no que os “outros” fazem.

F: As vossas fãs gostavam de saber, se pudessem colaborar com um artista estrangeiro, quem seria? E como se sentiriam se surgisse a hipótese de atuar fora de Portugal?

ÀTOA: Existem tantos artistas estrangeiros com quem gostaríamos de colaborar, mas há um artista em que somos todos apaixonados e que seria a nossa escolha, Bruno Mars! Se surgisse a hipótese de aturar fora de Portugal, ficaríamos todos em êxtase porque oportunidades dessas não surgem todos os dias, seria algo surreal, mas claro, está na nossa lista de objetivos.

F: Sendo tão jovens, quais eram as vossas expectativas e os vossos medos no inicio da carreira?

ÀTOA: No início da banda não tínhamos muitas expectativas porque éramos aquela banda de garagem que só tocava para nos divertirmos, mas quando começou tudo a ficar mais sério começámos a lidar com aquele nervosismo antes de entrar em palco, aquele pouco à vontade de lidar com o público, mas tudo se ultrapassou!

F: E agora, o que acham que vos faltam fazer? Quais são as vossas ambições?

ÀTOA: Nós continuamos a ambicionar muito mais. Queremos continuar a conquistar o público português, queremo-nos tornar parte da história da música em Portugal, e claro, como objetivo máximo, sermos reconhecidos por todo o esforço e dedicação e alcançar o objetivo de nos internacionalizarmos, e quem sabe, fazer uma Tour pelo mundo!

F: Como é conciliar a vida pessoal com a profissional? Estarem longe da família e de quem vos é mais próximo?

ÀTOA: Conciliar o mundo do trabalho com o mundo pessoal é algo que nos fomos habituando desde cedo. Com 18 anos tivemos de nos focar na banda e deixámos de ter tempo para os nossos amigos, para aquelas saídas há noite, para aquele jantar com a mãe ou até mesmo aquele tempinho com a namorada, mas foi aquele esforço inicial. Hoje em dia ainda temos bastante trabalho, ou ainda mais, mas já aprendemos a conciliar melhor os dois mundos, até para um bom equilíbrio interior.

F: Qual foi a maior surpresa que um fã já fez por vocês? O que mais vos surpreendeu sobre a vossa fan base?

ÀTOA: Se falarmos numa fã em particular, foi quando essa fã tatuou uma frase ( a vida não espera que desistas sem dares um pouco de luta) de uma música nossa (Segue o teu caminho), ficámos completamente boquiabertos porque nunca pensámos que uma música nossa poderia inspirar assim tanto alguém. Também tivemos uma surpresa bastante agradável quando de repente olhamos para a frente do palco e um grupo de fãs de repente aparecem todas com tshirts a dizer ÁTOA!

F: Que conselhos dariam a um grupo de jovens com o mesmo sonho e gosto pela música que vocês?

ÀTOA: Nunca desistam dos vossos sonhos, nada é impossível, inspirem-se a vocês e inspirem o próximo, mostrem que com o vosso trabalho e dedicação tudo é possível e sejam sempre verdadeiros naquilo que fazem!

F: Os ÁTOA seriam a banda sonora da vossa vida, individualmente? Senão, quem seria?

ÀTOA: Sim, sem dúvida, cada música escrita por nós retrata um passo da nossa vida, do passado, presente e futuro.

 

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