2017 afigura-se um ano promissor a nível musical. O ano ainda vai a meio, mas os nossos ouvidos já se podem considerar saciados com a música que tem sido lançada. Esta é uma lista-resumo, onde estão discriminados 5 álbuns que estão a conquistar a crítica. Pela versatilidade de gostos, a escolha recaiu por um álbum para cada estilo. Indie, eletrónica, pop, rock e hip hop são os géneros que podes encontrar na lista abaixo.

 

INDIE

Alt-J – Relaxer

Depois de três anos sem qualquer lançamento, a banda nascida em Leeds regressa com “Relaxer” – um álbum desconexo, distinto dos anteriores e constituído apenas por 8 temas. A sonoridade sombria e a temática da morte são o objeto principal deste projeto, que tem como particularidade a adição de uma orquestra em algum dos temas. Com “Relaxer”, Alt-J assinalam-se mais uma vez como uma das melhores bandas indie da atualidade, conseguindo de álbum para álbum inovar as suas harmonias sem perder a sua singularidade e caráter.

 

ELETRÓNICA

Bonobo – Migration

Este é o sexto álbum do músico e produtor britânico e provavelmente o mais introspetivo e melancólico até à data. Em “Migrations”, Simon Green parece antagonicamente afirmar a ideologia de que não estamos fixos a lugar algum, mas ao mesmo tempo mostra-nos que não perdeu a sua identidade musical tão característica. Um álbum completo, com colaborações interessantes com artistas como Rhye e Nick Murphy (aka Chet Faker) e que veio mais uma vez indicar que Bonobo é um dos melhores artistas atuais no panorama da música eletrónica ambiente.

 

POP

Lorde – Melodrama

A espera foi longa, mas a jovem neozelandesa de 20 anos regressou com um álbum que está a conquistar nota máxima para os mais prestigiados críticos. Em “Melodrama”, a cantora aborda de forma madura os temas banais de uma jovem da sua idade, através de um pop eletrizante que se alberga nos nossos ouvidos e nos faz querer mexer nas pistas de dança que os seus temas abordam. Um álbum coeso, vivo, cativante e com uma jovialidade diferente daquele que a cantora nos tinha habituado no seu primeiro álbum.

 

ROCK

The Jesus and Mary Chain – Damage and Joy

A banda de rock escocesa sempre foi rubricada pela polémica, seja pelos constantes desentendimentos entre os irmãos Reid ou pelo desprezo quase total pelo público durante muitas das suas atuações. No entanto, quase 20 anos depois, parece que algo se encaminhou de tal forma que surge o sétimo álbum. “Damage and Joy” mostra-nos muitos temas novos, mas também regravações de outros tantos lançados algures no longo intervalo de tempo. Admiravelmente, o resultado é um distorcido e saudoso álbum, que nos faz viajar no tempo.

 

 

HIP HOP

Kendrick Lamar – DAMN.

Depois de “To Pimp a Butterfly” e “untitled unmastered”, dois álbuns que conquistaram a crítica, as vendas e as premiações de 2016, parecia difícil para o rapper americano regressar com um álbum que não fosse engolido por estes triunfos tão próximos. A verdade é que “DAMN.” não dececiona e Kendrick retorna desprendido do soul, com uma obra mais eletrónica, distorcida e crua. Um álbum carregado de realidade e intimidade, onde o artista reflete e critica a sociedade onde se insere como sempre o fez tão bem.

 

 

 

Tiago Gonçalo

 

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